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Desequilíbrios regionais estão na raiz da crise mundial, diz diretor do Banco Central

13/11/2011

Desequilíbrios regionais estão na raiz da crise mundial, diz diretor do Banco Central

Fonte: Agência Brasil

  Os desequilíbrios globais entre padrões diferentes de poupança e consumo, que se refletem nos balanços de pagamentos das grandes zonas econômicas, formam o pano de fundo da crise econômica iniciada em 2008 e que ainda gera tantas incertezas. Principalmente quanto ao ritmo da recuperação da atividade produtiva na Europa e nos Estados Unidos.

O diagnóstico foi feito na última terça-feira, dia 8, pelo diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro (Dinor) do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, na instalação do 2º Colóquio Internacional Poupança, Investimento e Moeda no Brasil: Perspectivas Franco-Brasileiras.

Awazu ressaltou que o colóquio ganha relevância no contexto atual de ?grandes complexidades e desafios para a economia global? e que o compartilhamento de perspectivas internacionais sobre o financiamento sustentável do crescimento é fundamental para a identificação de estratégias voltadas à recuperação da atividade econômica.

Na análise do diretor do BC, o ciclo de crescimento global pré-crise tinha fragilidades estruturais, como excessos de consumo e poupança, que necessitavam de reformas para o reequilíbrio do setor, de maneira coordenada em todas as zonas da economia global. Mas as mudanças não vieram a tempo, segundo ele, e o excesso de consumo até aumentou, ativado pelo crédito e pela intermediação financeira.

A situação revelou vulnerabilidades nos bancos, excesso de endividamento das empresas e das famílias, além da combinação de fatores conjunturais nos EUA e na Europa, que tornaram o ambiente econômico internacional ?especialmente volátil e complexo?, com impacto negativo na confiança dos agentes econômicos, nas perspectivas de crescimento de economias maduras e na repercussão em economias emergentes.

O diretor do BC, salientou, contudo, a ?relativa tranquilidade? com que a economia brasileira e o Sistema Financeiro Nacional (SFN) têm atravessado as turbulências do mercado mundial. Reflexo, segundo ele, da ?solidez dos resultados do nosso arcabouço macroeconômico e de sua capacidade de reação rápida a eventos de crise?, por causa da profunda transformação implantada no país há mais de uma década, firmada no tripé de um regime de metas de inflação, câmbio flutuante e consolidação fiscal.




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