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Brasil vai precisar de 78 mil profissionais de TI em 2014

09/12/2011

Brasil vai precisar de 78 mil profissionais de TI em 2014

A Brascom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), divulgou um estudo mostrando que até 2014 o país vai precisar de 78 mil profissionais de TI, principalmente a cidade de São Paulo.

A convite do portal da UGF, a professora Elisamara, coordenadora dos cursos de pós-graduação em TI da Univesidade UGF, comentou essa alta demanda que a área exige, e como atrair mais mulheres para esse mercado promissor:

Byte-papo: Mais Mulheres na Computação!

    Caros leitores do site da UGF, em 2012 eu e minha turma faremos 28 anos de formados em Ciência da Computação pela UFMG (não riam, o tempo passa rápido, vocês vão ver!) e reunimos vários colegas em grupos de discussões na internet. Curiosamente um dos colegas mencionou que dos 80 aprovados no vestibular para CC da UFMG, 73 eram do sexo masculino... este dado me motivou a escrever este artigo: como atrair mais mulheres para a área de Computação?

            Para dar mais fundamento a este artigo, leiam o que o jornal ?A Folha de São Paulo? publicou recentemente:     " País precisará de 78 mil profissionais de TI em 2014

            São Paulo é o local que mais carece de profissionais de TI (tecnologia da informação), mostra estudo da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). No Estado, a contratação de profissionais por ano chega a 14 mil, mas as escolas formam 10 mil estudantes anualmente. Outros Estados, como Rio Grande do Sul e Paraná, também necessitam de mão de obra especializada, mas em menor proporção.

            Foram analisados São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul no estudo, elaborado pela RCR Consultoria e Gestão Empresarial, a partir da análise de dados da movimentação do mercado de trabalho nas funções associadas a TI, a oferta de profissionais para esse segmento e a participação do mesmo nos setores econômicos.

            A avaliação indica que serão precisos 78 mil profissionais em 2014, mas 33 mil concluirão os cursos.  A carência de mão de obra reflete-se no salário, mostra o estudo. A área de TI tem salário acima da média - R$ 2.950 -- quase o dobro da nacional (R$ 1.499)."

            De acordo com dados de um estudo conduzido pela Microsoft, em parceria com a Sociedade Brasileira da Computação (SBC), as turmas de graduação de cursos brasileiros relacionados à TI tinham quase sempre a mesma quantidade de mulheres e homens na década de 1980. E eu era uma delas! Eu entrei em CC em 1981 e nossa turma tinha quase a mesma quantidade de meninos e meninas.  Mas,  desde então, infelizmente, a quantidade de mulheres que se interessam em seguir carreira na área de Informática caiu. "Os números estão caindo a cada ano", diz Karin Breitman, diretora de publicações da SBC. De acordo com o estudo, as classes de CC de universidades de todo o país são compostas, em média, por apenas 10% de mulheres.

              Parece que este fato não é uma particularidade do Brasil. Nos Estados Unidos está ocorrendo o mesmo. Pelo menos é o que relata Cynthia Lanius da Rice University, especialista em integração tecnológica. "Embora o número e os percentuais de diplomas de bacharel atribuídos a mulheres em Engenharia e Ciência estejam aumentando, eles estão caindo drasticamente em Ciência da Computação (CC). Diplomas concedidos a mulheres caíram de 36% em 1985 para 28% em 1995. O futuro imediato não parece mais promissor. Somente 17% dos estudantes saídos do ensino médio que prestaram exame em CC em 1999 eram mulheres, a menor porcentagem em todos os testes aplicados. A repercussão deste problema é grande. O Bureau of Labor Statistics lista cientistas da computação, engenheiros de computação e analistas de sistemas como as três profissões com mais oportunidades de emprego, com curva de postos de trabalho ascendente entre 1999 e 2009." Professores de estudantes de ensino médio voltado à tecnologia observam que, em geral, meninas não se sentem tão atraídas por computadores quanto os meninos. Precisamos encontrar uma maneira de incluir meninas na TI, sem excluir os meninos, é claro.

               Em sua proposta de como atrair meninas para a área, Cynthia Lanius sugere algumas dicas:

       Meninas precisam de bons modelos, elas gostam de estórias de sucesso de mulheres competentes em TI. Compartilhem informações de mulheres bem-sucedidas que atuam na área.

      Se você é professor ou professora, faça um esforço para estimular as meninas. Convidem-nas para atuar como assistentes de laboratório ou monitoras. Nas aulas, chame-as para participar com mais frequência, mesmo que não sejam voluntárias. Faça perguntas mais elaboradas a elas. Escolha uma menina para ajudá-lo a instalar um software ou hardware. Convide meninas para concursos ou competições da área.

      Informe às meninas como é a carreira em CC. Meninas precisam saber que atuar na área é muito mais que ficar numa sala fechada sozinha com um computador.

      Quando meninas fizerem perguntas, não responda. Meninos tentam encontrar soluções. Encoraje as garotas a serem ousadas ao lidar com as máquinas. Quando elas conseguem resolver um problema, funciona como um grande incentivo.

   Para meninas pequenas, compre jogos que as atraiam. Quanto mais tempo elas gastam em computadores, mais confiança adquirem em relação às máquinas.

  Nas aulas colaborem mais e tentem competir menos. Em geral, garotas gostam mais de colaborar do que competir.

   Veja quantas mulheres ensinam em cursos de CC. Se não for algo em torno de 50%, faça a escola ficar ciente disso. Encoraje a escola a contratar mais profissionais do sexo feminino nos níveis mais técnicos da CC.

  Apesar do baixo interesse das mulheres em cursos de graduação em TI, as mulheres vêm conquistando um espaço maior em grandes empresas de tecnologia, como a IBM e a brasileira Totvs. Na Totvs, que desenvolve softwares para empresas, são 904 mulheres do total de mais de 2700 funcionários em áreas que requerem diploma na área de TI. O número corresponde a 32,7% do total ? similar à média de mulheres na IBM, que é de 30% em todo o mundo. "Estamos nos esforçando para nivelar a proporção de homens e mulheres", diz Gabriela Hertz, líder de diversidades na IBM, que organiza palestras em universidades para estimular mulheres a concorrerem a vagas na empresa.  Então, meninas, aproveitem que o mercado de TI está muito aquecido e façam cursos na área de TI! A UGF, por exemplo, tem um elenco de ótimos cursos de extensão e pós-graduação na área, muitos deles coordenados por mim, que sou apaixonada pela nossa área e tenho muito orgulho de ser uma profissional de TI!

Sites consultados para escrever este artigo:

http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/12/05/preconceito-afasta-mulheres-de-carreiras-em-tecnologia

http://www.nsf.gov/sbe/srs/databrf/sdb97326.htm

http://www.bls.gov

A professora Dra. Elisamara de Oliveira é coordenadora do curso de pós graduação em Gestão Estratégica em Tecnologia da Informação da UGF




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