Síndrome de Down: algumas considerações
Prof. Dr. Luzimar Teixeira
Poderíamos definir a Síndrome de Down como uma forma singular e determinada geneticamente, de ser e estar, num mundo o qual chamamos ?normal?.
A aplicação de bons programas de saúde tem conseguido aumentar a esperança de vida por volta dos 60 anos. Ao mesmo tempo a atenção psicoeducativa, que se inicia a partir do nascimento, permite descobrir/desenvolver as múltiplas capacidades que as pessoas com Síndrome de Down possuem nas distintas áreas da atividade humana.
Deste modo, atualmente são capazes de alcançar a plena integração em todas as áreas da vida: na família, na escola, no mundo do trabalho, no esporte, nas artes e na vida social.
As crianças com SD, têm uma gama completa de emoções e atitudes. Em seus jogos e travessuras são criativos e imaginativos. Quando alcançam a fase adulta podem chegar a desfrutar, com um apoio variado, uma vida independente.
Atualmente pode-se dizer que os limites no desenvolvimento das crianças com SD não estão firmemente estabelecidos e que vão depender muito diretamente dos programas de estimulação precoce e educativos.
Contrário do que muitos pensam, as pessoas com SD não estão condenadas a um "congelamento" intelectual equivalente ao de crianças de 5 - 8 anos.
Os especialistas de todo o mundo estão surpresos e entusiasmados com o potencial de desenvolvimento que estas pessoas têm apresentado.
Atualmente 75% das crianças com SD, vão aos colégios normais.
O que está perfeitamente claro a esta altura é que uma adequada atenção afetiva, educativa e social aplicada desde os primeiros momentos, vão influir decisivamente no desempenho de suas potencialidades, geralmente subestimadas pelo meio social.
Vivemos num momento de trocas, de melhoras, no que se diz respeito a sensibilização em prol dos portadores da Síndrome de Down e dentre as inúmeras perspectivas a médico-científica tem proporcionado cada vez mais uma boa saúde e uma vida melhor e mais feliz.