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Traumas em idosos: Características e Evolução

26/09/2012

Traumas em idosos: Características e Evolução

Por: Prof.ªFernanda Cerveira Abuana Osório Fronza

A assistência à saúde ao idoso tornou-se prioridade em todo o mundo, tendo em vista o aumento progressivo da expectativa de vida observado nas últimas décadas. No entanto, o crescimento populacional desta faixa etária, associado a uma forma de vida mais saudável e ativa, deixa este grupo de pessoas mais exposto ao risco de acidentes.

Dadas as alterações estruturais e funcionais inerentes ao envelhecimento e possível coexistência de doenças sistêmicas, os idosos estão expostos de maneira mais crítica ao trauma, quando comparados a outras populações. Sob estes aspectos, com frequência, necessitam de internações hospitalares que se traduzem em um gasto financeiro elevado, aos sistemas de saúde. Outro aspecto a ser considerado na população geriátrica é o de que o trauma exerce efeito adverso também na sobrevida observada em longo prazo, isto é, aos 3 e 5 anos após a injúria, quando comparada a idosos que não foram vítimas de trauma.

A queda é o mecanismo de lesão mais freqüente entre os idosos (40%), seguida pelo acidente automobilístico (28%), atropelamento (10%), ferimento por arma de fogo e arma branca (8,0%), entre outros. Ressalte-se, contudo, que os diversos tipos de trauma que podem acometer nos idosos muitas vezes se iniciam no ambiente hospitalar e se estendem ao seu ambiente domiciliar.

É importante destacar que na estatística destas lesões, um fator importante inerente ao idoso é a recidiva do mesmo trauma, estando frequentemente ligada á presença de comorbidades. Associadas ao envelhecimento e provocadas por alterações morfológicas, funcionais e patológicas dos grandes órgãos e sistemas, sendo os mais freqüentemente descritos, o cardiovascular, o respiratório e o renal.

Desta forma, a evolução clínica do idoso, vítima de trauma, pode correlacionar-se de forma mais consistente com doenças preexistentes e a reserva fisiológica do paciente, do que propriamente com a gravidade das lesões do trauma, exceto nos pacientes com quadros patológicos graves.

As alterações do sistema músculo-esquelético em idosos provocam queixas e limitações para as atividades de vida diária, resultando num enrijecimento de ligamentos, cartilagens e cápsulas articulares que levam a um maior risco de lesões, sua ruptura espontânea e maior instabilidade. Após os 50 anos, ocorre uma aceleração no processo de perda de massa óssea e muscular, que apesar de expor o indivíduo a fraturas, reduz também a sua força muscular, um mecanismo pelo qual ele estaria protegido destas lesões. As fraturas são, portanto, problemas significativos para os idosos, sendo os locais mais comuns de sua ocorrência, o quadril, o punho e a coluna vertebral.

O processo de reabilitação no idoso, diferentemente do paciente mais jovem, ocorre de forma mais sutil ao longo do tempo, porque embora os idosos sofram lesões similares aos mais jovens, apresentam diferenças substanciais quanto ao espectro, dominância sexual, duração e o resultado da evolução das lesões.

A melhor maneira de reduzir a mortalidade e a morbidade do trauma entre os idosos é certamente a prevenção. Algumas estratégias, em diferentes momentos, podem concorrer tanto para que essa prevenção ocorra como para a diminuição das complicações advindas das injúrias sofridas, como por exemplo:

a) Educar a população idosa e familiares sobre a importância da prevenção de acidentes e promover programas que possam influenciar na legislação acerca dos cuidados e direitos dos idosos;

b) Criar e ensinar para o paciente e familiares, mecanismos de atendimento primário que venham a impedir a piora das lesões durante o processo de queda bem como durante  transferência do paciente para tratamento;

c) Promover a prevenção ou redução das complicações durante o tratamento e após retorno do idoso ao seu ambiente familiar ou outros.




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