Lesões na Coluna
Por: Prof.ª Milena Dutra
A coluna vertebral é o eixo ósseo do corpo situado no dorso, na linha mediana, capaz de sustentar, amortecer e transmitir o peso corporal, suprir a flexibilidade necessária à movimentação, proteger a medula espinhal e junto com as costelas e o esterno, formar o arcabouço torácico, que funciona como um fole para os movimentos respiratórios e proteção ás vísceras abdominais (GRAY et. al.1998).
A anatomia geral da coluna é geralmente descrita pela divisão dos seus segmentos, os quais formam suas curvas fisiológicas em 4 secções principais, observadas em uma vista lateral: a lordose cervical, a cifose torácica, a lordose lombar e a cifose sacral, sendo a porção inferior da coluna lombar chamada de osso do sacro, área correspondente a fixação da pelve (GRAY et. al.1998).
As curvaturas fisiológicas da coluna equilibram e facilitam a distribuição do peso e das forças compreensivas, impedindo a sobrecarga de áreas específicas. Na ausência dessas curvas, a coluna seria retilínea, o que dificultaria sua mobilidade (TEIXEIRA, 2008). Tanto as retificações quanto as acentuações destas curvas predispõe ao indivíduo uma maior suscetibilidade de aparecimento de lesões, o desequilíbrio do empilhamento vertebral desarranja a distribuição das cargas ao longo dos corpos vertebrais e arco posterior das vértebras justificando as injurias.
Ao longo da idade, por sobrecarga ás estruturas articulares, más posturas, envelhecimento corporal, erros de formação e outras circunstâncias, a coluna pode desenvolver algumas patologias que potencializam o desarranjo angular de seu eixo e evidência os desequilíbrios ósteo musculares. As alterações mais comuns do acometimento axial são: estenose vertebral, hérnia de disco e espondilólise espondilolistese.
A estenose do canal vertebral é um estreitamento do diâmetro do canal medular que pode acometer qualquer segmento, cervical, torácico ou lombar, concomitante a um esmagamento de raiz nervosa com consequente dor radicular: parestesia, formigamento, irradiação e perda de força. Primária por afunilamento ósseo ou secundária á hérnia discal ou escorregamentos, a estenose é bem mais comum do que se imagina.
A hérnia de disco também pode gerar estes sintomas, fator confundidor para estenose primária. Esta clássica lesão consiste de um deslocamento do conteúdo do disco invertebral denominado núcleo pulposo, através de sua membrana externa, o ângulo fibroso, geralmente em sua região posterolateral, que pode acontecer em qualquer nível invertebral por sobrecarga, desgaste, trauma e esforço repetitivos principalmente em flexão e rotação de tronco.
A hérnia discal gera dor latente irradiada para membros inferiores quando alojada na região lombar e para membros superiores quando instalada na cervical.
Por fim não menos importante, mas também muito comum os clássicos escorregamentos chamados espondilolistese. A terminologia espondilolistese pode ser subdivida (espôndilo- coluna e olistese- escorregamento). Entretanto, o referido termo, está consagrado na literatura como associado á presença de espondilólise. A espondilolistese acontece secundariamente á uma espondilólise. A espondilolistese acontece secundariamente á uma espondilólise, que é uma quebra em localizações do arco posterior da vértebra denominado pars articular. Com isso, a quebra óssea inicial gera um escorregamento vertebral adjacente, com maior prevalência na região lombar, muitas vezes associadas à excessiva angulação da lordose lombar e outras causas.
Se você tem alguma destas lesões procure um médico faça uma ressonância e procure seu fisioterapeuta. Aprender a lidar com elas é muito importante.