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Vencendo preconceitos: A Mulher no Mundo dos Negócios

08/03/2013

Vencendo preconceitos: A Mulher no Mundo dos Negócios

Por: Prof. Luiz Eduardo Gasparetto

O preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho diminuiu muito nos últimos anos, mas ainda é visível num aspecto bem objetivo: a desigualdade salarial. Pesquisas indicam que há uma diferença de até 30% entre salários de homem e mulher ocupantes da mesma posição hierárquica nos mesmos setores de trabalho. Mas também mostram que isso é hoje mais frequente em cargos menos especializados, porque nos cargos que exigem mais especialização a diferença já é menor.

Mas é inegável que as mulheres estão vencendo essa barreira cultural e estão conquistando posições de trabalho que, antes, eram tradicionalmente reservadas apenas aos homens, principalmente em funções de liderança, e isso acontece não só no mundo dos negócios, mas, também, em outros campos como na política e no esporte, por exemplo. Com isso, elas deixam de exercer apenas aquelas funções que, antes, tinham características femininas como, por exemplo, professora, enfermeira, assistente social, telefonista entre outras. E com isso elas estão mudando seu perfil profissional e seu papel tradicional na sociedade.
É comum encontrarmos hoje mulheres ocupando cargos de presidência de grandes corporações, dirigindo às vezes milhares de pessoas (muitos são homens), o que seria inimaginável em tempos não muito distantes, ou então dirigindo nações como no caso do Brasil. Até mesmo em funções antes exclusivamente masculinas as mulheres estão chegando: policiais, caminhoneiras, jogadoras de futebol e tantas outras. E isso se reflete no crescimento salarial das mulheres, que apesar de ainda receberem menos do que os homens na mesma função, é um crescimento maior do que o crescimento do salário dos homens.

Isso mostra que, finalmente, as mulheres começam a ocupar seu devido lugar no mercado de trabalho, isto é, um lugar de total igualdade com os homens e, ouso dizer, em alguns casos um lugar até mesmo superior. E isso acontece tanto em países chamados desenvolvidos como nos em desenvolvimento, como é o caso de nosso país.

A pergunta que se faz: essa ascensão da mulher no mercado de trabalho se dá pela valorização que as empresas estão dando a algumas características especificas do gênero feminino ou por que a mulher está se preocupando em aumentar sua qualificação profissional?

Eu diria que pelas duas coisas. A mulher, hoje, não se limita a ser apenas a dona de casa, a cuidar da família e do lar, como era seu papel antigamente (ela continua fazendo isso naturalmente, mas não se contenta só com isso).

Impulsionada por fatores como, por exemplo, o acesso à tecnologia e aos meios de comunicação, ou então para aumentar o orçamento doméstico, a mulher saiu de casa para recuperar um tempo que ela considera um pouco perdido em termos de capacitação profissional e de realização pessoal. Ela sabe que só assim, capacitada e atualizada, poderá conseguir uma colocação melhor e mais desafiadora no mercado de trabalho.

Nota-se que as universidades estão com suas salas repletas de mulheres, algumas já com os filhos criados, procurando essa atualização tão necessária para poder concorrer a vagas de trabalho.

Mas também esse crescimento das mulheres no mercado de trabalho, especialmente em algumas funções como a de liderança, se deve a determinadas características que os homens não têm e que as empresas necessitam. Entre elas eu lembraria a maneira menos racional e mais intuitiva de encarar um problema, a multifuncionalidade que a permite fazer várias coisas ao mesmo tempo sem perder a eficiência, a facilidade de trabalhar com a diversidade e a sensibilidade para tratar de assuntos mais pessoais e delicados.

Com essas características em ação fica muito mais fácil a formação de equipes de trabalho, o que é hoje uma necessidade das empresas para aumentar a sinergia, produtividade e a inovação e atingir mais facilmente seus resultados.

Tudo isso pode dar a impressão (falsa) de que tudo anda as mil maravilhas para as mulheres no mundo do trabalho, mas não é bem assim. O preconceito (meio velado, às vezes) ainda se manifesta e, com isso, a mulher precisa se esforçar muito mais do que o homem para provar seu valor. E, depois de um dia duro de trabalho, não podemos esquecer que muitas ainda vão para uma terceira jornada, em casa, com marido, filhos e agregados e aonde ela assume o papel tradicional de mãe, esposa, filha e outros.

Concluindo esse despretensioso texto, só posso dizer que se as mulheres estão se qualificando com afinco e dedicação, se possuem todas essas qualidades citadas acima e se o mercado de trabalho necessita cada vez mais delas e de suas características pessoais, a nós, homens, só resta dizer: "mulheres, sejam bem vindas a um mundo que, agora, também é de vocês".




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