Unidade de Gestão e Formação

Procure seu curso:

Pós-Graduação

Extensão

Presencial | A Distância

0300 10 10 10 1
Busca Rápida

SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL - por Milena Dutra

01/09/2011

Síndrome Dolorosa Miofascial - por Milena Dutra

A Síndrome Dolorosa Miofascial pode estar presente em qualquer músculo, e na grande maioria das vezes é acompanhada de pontos hipersensíveis, chamados de trigger points. Clinicamente, é um foco irritável no músculo associado com o nódulo palpável hipersensível na zona de tensão. O foco é doloroso a compressão e pode desencadear padrões característicos de dor, sensibilidade a distância, fenômenos autônomos e disfunção motora.

A Síndrome Dolorosa Miofascial é definida como uma disfunção neuromuscular regional que tem como característica a presença de regiões sensíveis em bandas musculares contraturadas/tensas, produzindo dor referida em áreas distantes ou adjacentes. Entre as causas, estão traumas (macro e microtraumas), infecção ou inflamação devido a uma patologia de base, alterações biomecânicas (discrepância de membros, aumento acentuado dos seios) e posturais, distensões crônicas, esfriamento de músculos fatigados e miosite aguda.

Como acontece?

Existem basicamente 3 teorias sobre a causa dos trigger points

1ª - Crise energética

Haveria uma liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático, que causaria o encurtamento da taut band (sarcômero), causando isquemia local e uma crise energética causando falência na recuperação de cálcio.

Essa teoria é bem aceita para a maioria dos fisioterapeutas e médicos.

2ª- Teoria do Fuso

Trauma e estresse causariam espasmo muscular, aumentando a tensão da taut band. Isso ativaria o trigger point em estado latente, causando dor e ativando o sistema simpático que, por sua vez, ativa o trigger point, formando um círculo vicioso.

3ª Disfunção da placa motora

Haveria um excesso de liberação de acetilcolina, e essa por sua vez aumentaria a liberação de cálcio, mantendo o encurtamento da taut band, provocando vasocontrição e, consequentemente, uma crise energética.

Na verdade, há uma interação dessas 3 teorias.

Sinais e sintomas

Dor no pescoço,  rígidez muscular, sensibilidade na nuca, dimunuição da mobilidade local.

Fatores principiantes

Estresse ocupacional, transporte de objetos pesados, sono em posição desconfortável, principalmente em decúbito ventral com rotação lateral de cervical, estresse psicológico, modo de sentar em cadeira com braços elevados, alterações na oclusão dentária, bruxismo noturno e instabilidade vertebral de base.

Tratamento clínico

Medicamentos mais usados são os antidepressivos tricíclicos, sobretudo nos casos crônicos com a amitriptilina, e relaxantes musculares como o cloridrato de ciclobenzaprina.

Tratamento Fisioterapêutco

Deverá ser muito elaborado, começando por uma boa anamnese e avaliação propriamente dita. Na avaliação, a dígitopressão em algum trigger desencadeará os sintomas locais e a distância. O fisioterapeuta deverá manter a pressão nos pontos, enquanto o paciente irá relatar que a dor está forte no local e irradiando para pescoço e, às vezes, braço e cabeça, e essa dor melhora em alguns segundos. Isso é muito importante para diagnóstico diferencial de outras cervicalgias, tais como a radículopatia. Esse teste é conhecido como pressure release (liberação por pressão).

As diretrizes de tratamento são baseadas em sugestão do enfoque suíço e modificadas por muitos profissionais. No nosso dia a dia, adaptamos a nossa conduta com Terapia Manual.

O trigger point pressure release (liberação do trigger por pressão) é aplicado posteriormente à massoterapia. A massagem superficial e a profunda gradativamente aplicadas ajudam na liberação e no relaxamento das estruturas tensas. Deverão ser iniciadas pela região dorsal média, provocando vasodilatação desses músculos, bem como aumento do fluxo sanguíneo na coluna dorsal e melhora da flexibilidade e da mobilidade do tecido conectivo nessa zona, a qual chamamos de Zona Avascular, provocando uma diminuição no espasmo de algumas bandas. Lembre-se que nessa região apresentam-se também os semiepinhal do pescoço, trapézio e outros músculos, que estão colaborando para o aumento dos sintomas. Chamo essa técnica de comer pelas beiradas, como comer mingau: comece primeiro pela região menos dolorosas. E atenção: a massagem na região do pescoço, propriamente dita, deverá ser mais leve. Só então, em seguida, realize a liberação por pressão.

Liberação por Pressão

Sequência: trigger point pressure release, estiramento da trigger band, separação do tecido conjuntivo, estiramento da fáscia e alongamentos.

Aviso: em caso de torcicolo agudo, não fazer alongamento; você poderá piorar o quadro doloroso. Realize tração cervical para afastar as estruturas ósseas e liberar possíveis pinçamentos, liberação miofascial sem movimento articular e repouso.

O paciente relatará uma boa melhora dos sintomas chegando a quase 50%, sendo que você deverá encaminhá-lo ao médico para que seja prescrito colar cervical, anti-inflamatório e relaxante muscular.

Outros Cuidados:

Não realize exercício de força com alta intensidade nas musculaturas contraturadas, por tensão e trigger points presentes, e cuidado com o alongamento puro; antes, mobilize as fáscias para que a musculatura apresente um deslizar biomecânico mais favorável e, assim, evite estiramentos. Cuidado com piscina de água fria, pois o frio faz a musculatura enrijecer ainda mais. Prefira temperatura elevada para favorecer o relaxamento muscular.

Blibliografia:

Moderna terapia manual da coluna vertebral, Gregory P grieve

Medicina de Reabilitação Aplicada a ortopedia e Traumatologia, Júlia Maria Dándréa greve e Marco Martins Amatuzzi




» Todas as notícias

Notícias Relacionadas






Cursos por Cidade






Nuvem de Tags

CENTRAL DE CURSOS | Rua Treze de Maio, 681 .|. Bela Vista - São Paulo/SP
| . Todas Localidades (Exceto Manaus / Natal / São José dos Campos / Caraguatatuba e Goiânia): 4062-0642 (Ligação Local)
| . São Paulo: (11) 2714-5656 / (11) 2714-5690 
| . Rio de Janeiro: (21) 2135-3977 / 2135-3873 
| . Bahia: (71) 4062-8686
| . Goiânia: (62) 4052-0642
| . Todos os Estados: 0300 10 10 101
| . Todos os Estados(exceto Rio de Janeiro e São Paulo): 0800 772 0149