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Medo do desemprego é o menor desde 1996

05/10/2011

Medo do desemprego é o menor desde 1996

Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, aponta que 57% dos brasileiros não têm medo do desemprego, outros 30,2% têm pouco medo e apenas 12,8% têm muito medo. Esse é o menor nível desde maio de 1996.

Mas o que tem feito a população não temer o desemprego? É isso que o professor e coordenador dos cursos de Pós-Graduação em MBA e Pós-Graduação em Gestão da UGFLuiz Eduardo Gasparetto, comenta abaixo:

O medo de perder o emprego sempre esteve muito ligado à situação econômica vivida pelo país. O trabalhador sabe que na hora do aperto a corda sempre arrebenta do lado mais fraco o lado dele. Aos primeiros sinais de crise na economia uma das medidas tomadas pelas empresas para reduzir os custos operacionais é o corte de pessoal.

Como hoje nossa economia anda mais ou menos estabilizada, com as empresas produzindo mais para atender ao mercado interno e, com isso, aumentado a oferta de emprego (com pequenas exceções em alguns segmentos) os trabalhadores se sentem um pouco mais seguros nessa situação de relativa estabilidade de emprego e menor possibilidade de demissão.

Além disso, temos o fato dos trabalhadores estarem, hoje, se preocupando mais com o seu aperfeiçoamento profissional, ajudados pela grande oferta de cursos e treinamentos oferecidos por diversas entidades e sindicatos, muitos gratuitamente. Eles se sentem mais preparados para, em caso de perda do emprego, se apresentarem ao mercado com mais qualificações para obter uma nova colocação.

Podemos dizer que esse acesso maior à qualificação profissional aumentou a empregabilidade do trabalhador, lembrando que empregabilidade é a capacidade do profissional de se adequar profissionalmente às novas necessidades e exigências das empresas e do mercado de trabalho.

Também o otimismo apresentado pelas autoridades econômicas do governo (apesar das notícias preocupantes que vêem da Europa e Estados Unidos), ajuda a reforçar junto ao trabalhador a sensação de que a ameaça do desemprego está mais distante dele.

É verdade que a pesquisa apresentada pela Confederação Nacional da Indústria que indica que o medo do desemprego é o menor desde 1996 foi realizada antes do aumento do dólar de maneira mais acentuada e antes da ameaça da volta de uma inflação mais alta do que a prevista ou desejada pelo governo. Se a pesquisa fosse realizada agora talvez o resultado fosse menos positivo.

De qualquer maneira os números da pesquisa indicam que os trabalhadores estão sentindo que este será um final de ano mais positivo, um Natal mais abastecido e um Ano Novo repleto de expectativas positivas.




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